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quarta-feira, 22 de junho de 2011


Não são raras as vezes que desejamos viver isolados de todas as pessoas nesse mundo. E sempre acreditamos que isso não é impossível. Na verdade, podemos viver sozinhos por algum tempo, mas não para sempre.  Homens e mulheres quando chegam à velhice ou ficam doentes, precisam de amparo familiar ou de outras pessoas.  E por mais que possamos rejeitar a associação, acreditando que podemos ser iguais a Davi enfrentando sozinho o gigante, a bíblia nos diz que: 

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho;”  e  “... se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” Elcesiastes 4:9,12



Segundo esse princípio, podemos ser mais fortes quando nos associamos com outras pessoas, mesmo que seja apenas uma. E as nossas possibilidades de vencer aumentam quando estamos organizados e unidos. 


Como disse  John Donne : “Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra.” E na Igreja não é diferente, pois está escrito que “... individualmente somos membros uns dos outros” Romanos 12:5, ou seja, estamos ligados uns aos outros no corpo de Cristo. 


E até mesmo quando juntos oramos organizados  e em concordância, nossa oração é mais eficaz, pois o próprio Senhor nos disse: “... se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus” Mateus 18:19

Chegamos então à  conclusão que para vencermos esse mundo precisamos viver organizados e em comunhão uns com os outros. Pois o isolamento é a arma que o inimigo usa para nos enfraquecer até desferir um golpe final sobre nós.  Sabendo disso, não podemos viver isolados.  

Basta lembrar que o Senhor ao enviar os seus discípulos, não enviou nenhum sozinho, mas “Chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos;” Marcos 6:7.

O mesmo ocorreu quando Ele enviou setenta discípulos, como está escrito: “E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir.” Lucas 10:1. Além disso a bíblia diz “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” Salmo 133:1. Por essas e outras razões devemos nos unir e nos organizar em grupos de oração, de evangelização, de visitas e também em duplas, pois  assim  será mais fácil prevalecermos sobre as dificuldades e vencermos esse mundo.

domingo, 5 de junho de 2011

Não existe nada mais polêmico dentro da Igreja que a doutrina do  dizímo e das ofertas. Mas o que diz a bíblia ? É realmente necessário dar o dízimo ?  É obrigatório ? 

  São muitas as questões que permeiam esse tema e se tornam mais contundentes quando o evangelho apregoado se torna o "evangelho das ofertas".


Em algumas igrejas são feitos verdadeiros "leilões" de bençãos, como se a maior oferta pudesse arrematar a  maior benção.

E o pior ocorre quando nessas denominações a oferta é usada como meio de "troca" por objetos "milagrosos", que afirmam
trazer a benção a quem possui um.


Desprezando-se os poderes desses objetos inanimados que por mais "consagrados" que sejam, são apenas instrumentos de idolatria, vejamos o que a Bíblia diz.
  
Em Malaquias está escrito: "Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes." Malaquias 3:8-10.

O dízimo e as ofertas são bíblicos mas não devem ser impostos como uma obrigação. Deus não abençoa os que dizimam por obrigação, mas os que o fazem por fé. E para os verdadeiros  dizimistas Deus promete repreender o devorador, abrir as janelas do céu e derramar uma benção sem medidas.

O grande problema hoje, é que não existem apenas essas duas contribuições na igreja. Além dessas, são tiradas ofertas para o pregador, ofertas especiais para compra de bancos, instrumentos musicais, equipamentos para a secretaria, presente de aniversário do pastor, uniformes dos grupos musicais, contribuição para os necessitados, para a convenção, para festa de aniversário, para eventos etc. Haja dinheiro para tantas ofertas e contribuições.

Sem questionar o destino delas, como nos posicionamos diante desse pesaroso quadro?

Devemos concordar com o que é bíblico e podemos discordar do que não é bíblico. O dízimo é bíblico e devemos entregá-lo com amor, gratidão e fé, crendo que Deus abençoará nossas vidas e  suprirá todas as nossas necessidades.

As ofertas são bíblicas, porém conforme o padrão da Palavra de Deus: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria." II Coríntios 9:7. Isso quer dizer que a oferta é voluntária e não estamos obrigados a ser contribuintes em todas as "campanhas de oferta".
 
Devemos ofertar no culto segundo o propósito do nosso coração, sabendo que não há  valor estipulado para a oferta. Tudo o que vai além disso não é bíblico e  não somos obrigados a concordar,  mesmo que sendo forçados pela retórica, psicologia, apelo emocional ou coação. Ainda assim, devemos cumprir somente o que a Palavra de Deus diz, nada mais.

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